Australianos são primeiros vencedores do SailGP em solo sul-americano
RIO DE JANEIRO, 12 DE ABRIL DE 2026 | O SailGP fez história neste fim de semana ao desembarcar pela primeira vez no Brasil e na América do Sul, com a realização do Enel Rio Sail Grand Prix na Baía de Guanabara. Em um dos cenários mais icônicos do mundo, com o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor como pano de fundo, a etapa reuniu as melhores equipes da vela mundial em dois dias de disputas intensas e alto nível técnico.

Após sete regatas classificatórias e uma final decisiva, a Austrália (BONDS Flying Roos) confirmou sua consistência ao longo do fim de semana e conquistou o título da etapa, tornando-se a primeira vencedora do SailGP em solo sul-americano.
“Foi um fim de semana incrível. O nível da competição é muito alto e as condições aqui no Rio tornam tudo ainda mais desafiador. Conseguimos manter consistência ao longo das regatas e isso fez a diferença na final. É muito especial vencer a primeira etapa do SailGP na América do Sul”, afirmou Tom Slingsby, piloto do time australiano.

Com condições de vento mais consistentes no domingo, os F50 voltaram a entregar alta performance, alcançando velocidades entre 50 e 70 km/h e proporcionando disputas ainda mais dinâmicas na raia montada na Baía de Guanabara.
Resumo das corridas
O primeiro dia de disputas, no sábado, foi marcado por condições de vento mais instáveis, exigindo maior controle e leitura de raia por parte das equipes. As quatro regatas iniciais tiveram caráter estratégico, com mudanças constantes de posição e uma flotilha bastante equilibrada.

No domingo, com vento mais firme, o cenário mudou. As três regatas classificatórias foram mais rápidas e diretas, com maior peso nas largadas e na execução das manobras. A Austrália (BONDS Flying Roos) foi o grande destaque do dia, vencendo duas das três provas e garantindo presença na final ao lado de Suécia (Artemis) e Espanha (Los Gallos).

Na grande decisão, disputada entre as três melhores equipes do fim de semana, a Austrália largou bem ao lado da Suécia. Os suecos chegaram a assumir a liderança em parte do percurso, mas os australianos retomaram a ponta e controlaram a prova até o final para confirmar a vitória na etapa.

Com o resultado da etapa brasileira, a Austrália (BONDS Flying Roos) assume a liderança da temporada 2026, seguida por Grã-Bretanha (Emirates Great Britain) e Estados Unidos (U.S. SailGP Team). O Brasil (Mubadala Brazil) aparece na 10ª colocação geral após a etapa do Rio de Janeiro.

Mubadala Brazil corre em casa e vive semana especial com o público brasileiro
A etapa do Rio de Janeiro marcou um momento simbólico para o Mubadala Brazil SailGP Team, que competiu pela primeira vez em casa diante do público brasileiro. Ao longo de toda a semana, o time esteve próximo dos fãs e viveu uma atmosfera especial, com grande interesse do público em acompanhar de perto a competição e os bastidores da equipe.

A capitã Martine Grael foi um dos grandes destaques fora da água, recebendo o carinho do público, assim como Kahena Kunze — bicampeã olímpica ao lado de Martine — que também esteve presente no evento, hoje representando a Dinamarca. A etapa no Rio aconteceu justamente no ano em que se completam 10 anos da conquista do ouro olímpico das duas em 2016, também na Baía de Guanabara, tornando o momento ainda mais simbólico.

Dentro da água, o time brasileiro enfrentou desafios ao longo do fim de semana. Após não disputar as duas primeiras regatas do sábado por conta de uma questão técnica, a equipe conseguiu retornar à competição e buscou evolução nas provas seguintes. No domingo, voltou à raia para as três regatas do dia, mantendo-se competitiva e mostrando evolução, mesmo sem conseguir brigar pelas primeiras posições.

“Foi uma semana muito especial para a gente. Poder competir em casa, com esse cenário e com o apoio do público brasileiro, foi algo realmente marcante. Sabemos que os resultados não vieram como a gente gostaria, mas conseguimos evoluir ao longo do fim de semana e seguimos em um processo de crescimento como equipe”, afirmou Martine Grael, capitã do Mubadala Brazil SailGP Team.

Um novo capítulo para a vela no Brasil
A realização do SailGP no Rio de Janeiro reforça a expansão global da liga e posiciona o Brasil como palco de grandes eventos esportivos internacionais. Com uma proposta inovadora, que une esporte e entretenimento, a competição aproxima novos públicos da vela e transforma a experiência do espectador.

A etapa na Baía de Guanabara marca não apenas a chegada do SailGP à América do Sul, mas também o início de uma nova conexão entre o público brasileiro e uma das modalidades mais tecnológicas do esporte mundial.
“A chegada do SailGP à América do Sul é um marco muito importante para a liga. O Rio de Janeiro entregou um cenário espetacular, com condições desafiadoras e uma energia única vinda do público. Esse é exatamente o tipo de ambiente que queremos levar ao redor do mundo”, destacou Russell Coutts, CEO e cofundador do SailGP.

O Rolex SailGP Championship agora segue para as Ilhas Bermudas com o Apex Group Bermuda Sail Grand Prix, próxima parada do calendário, dando continuidade à temporada global que reúne as principais equipes da vela mundial em alguns dos cenários mais icônicos do planeta.

Classificação geral após a etapa do Rio de Janeiro
1) BONDS Flying Roos (Austrália) – 35 pontos
2) Emirates Great Britain – 28 pontos
3) U.S. SailGP Team – 27 pontos
4) Los Gallos (Espanha) – 25 pontos
5) Artemis (Suécia) – 23 pontos
6) DS Automobiles SailGP Team France – 23 pontos
7) ROCKWOOL Racing (Dinamarca) – 17 pontos
8) Germany Deutsche Bank – 15 pontos
9) Red Bull Italy – 15 pontos
10) Mubadala Brazil SailGP Team – 7 pontos
11) NorthStar (Canadá) – 7 pontos
12) Black Foils (Nova Zelândia) – 2 pontos
13) Switzerland – 1 ponto

