Em 20 dias os velejadores da Volvo Ocean Race deverão desembarcar em Itajaí (SC) na maior perna do percurso da prova.

Dentro de 20 dias o Brasil receberá as sete equipes da maior regata de volta ao mundo à vela. Os integrantes da Volvo Ocean Race partem neste domingo (18/3) de Auckland, na Nova Zelândia. E vão rumo a Itajaí (SC) para a sétima perna daquela que é considerada a Fórmula 1 dos mares. A cidade se organizou para receber os velejadores mundiais. Além de cerca de 400 mil visitantes do Brasil e do Exterior que estão acompanhando a competição.

De 5 a 22 de abril estará em funcionamento – gratuitamente – a Vila da Regata. Espaço com mais de 80 atrações musicais, artísticas, gastronômicas, de entretenimento e ações ambientais. A ideia é fomentar o relacionamento da comunidade com os esportistas. E também deixar um legado de sustentabilidade e incentivo aos esportes náuticos. De Itajaí os atletas seguem para New Port (EUA). E depois disputam outras três etapas, até Haia, na Holanda.

Foto_013-2018 (Movimentação na Vila da Regata _ ARQUIVO_12.04.2015_Fotos Nelson Robledo_Secom Itajaí_menor)
Movimentação na Vila da Regata

Campeã olímpica brasileira na disputa

Única representante do Brasil na maior regata à vela do planeta, a medalhista olímpica e campeã mundial Martine Grael integra a equipe AkzoNobel. E parte no domingo (18/3) para a sétima perna da Volvo Ocean Race. Ela velejará de Auckland, na Nova Zelândia, até Itajaí (SC). Integrante de uma das sete equipes, ela já está desde outubro passado nos mares, para a prova de volta ao mundo num veleiro.  Com 27 anos e filha do bicampeão olímpico Torben Grael, Martine deverá ser recebida pela família na cidade catarinense. Único local da América do Sul por onde a regata passará.

Martine é medalhista de ouro nas Olímpiadas do Rio em 2016. Com esta medalha, ela e o pai Torben Grael são os únicos pai e filha campeões olímpicos da história do Brasil. Ela também foi medalha de prata nos Jogos Panamericanos de Toronto em 2015. E em 2014 recebeu do Comitê Olímpico Brasileiro o Prêmio Brasil Olímpico de Atleta do Ano.

Martine Grael
Martine Grael

Maior percurso é da prova é de Auckland a Itajaí

A perna que os atletas farão para chegar ao Brasil é a mais longa de toda a competição: 7,6 mil milhas náuticas. E além da distância, há o desafio de cruzar o Cabo Horn, onde os oceanos Pacífico e Atlântico se encontram, ao extremo Sul do planeta. O local é importante para a navegação mundial, mas ao mesmo tempo perigoso. Pois possui ventos que podem ultrapassar os 200 quilômetros por hora. Há ainda grandes ondas e icebergs.

Com a perspectiva de movimentar R$ 84 milhões na economia estadual, a Volvo Ocean Race já está na contagem regressiva para passar por Santa Catarina. Esta é a única parada da regata mundial pela América Latina e a terceira vez que Itajaí recebe a competição. Da última edição para cá (2015), foram dobrados os leitos na rede hoteleira, totalizando agora 5 mil. Durante o evento, devem ser abertos 2 mil postos de trabalho diretos e atrair 400 mil pessoas, praticamente o dobro da população local.

Mais sobre a Volvo Ocean Race Itajaí no site!

Confira também “Impacto econômico da Volvo Ocean Race Itajaí deve superar a edição passada”, AQUI !!


 

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