Design pode influenciar preço e liquidez de um iate?
Agosto, 2026 – Da alta-costura ao mobiliário, da arquitetura à indústria automotiva, a Itália transformou o design em um dos seus principais ativos de projeção internacional. Sobre as águas, essa liderança também pode ser medida: o país concentra 52% das encomendas mundiais de superiates registradas no Global Order Book 2026.

Em um setor formado por bens de alto valor, a assinatura estética, a funcionalidade e a capacidade de um projeto atravessar diferentes épocas entram na formação do desejo, do valor percebido, da liquidez e da força da marca.

“Em uma embarcação de luxo, o design nasce junto com a engenharia e define como o proprietário circula, recebe convidados, descansa e se conecta com o mar. Quando essa linguagem é coerente, funcional e reconhecível, ela fortalece a identidade do produto e da marca. É isso que permite que um iate permaneça atual mesmo diante do avanço rápido das tecnologias”, afirma Carlo Alberto Sisto, CEO da Azimut Yachts Brasil.

Embora não determine sozinho o preço de revenda, o design influencia a percepção de valor, o reconhecimento do modelo e o interesse que uma embarcação pode manter no mercado ao longo dos anos. É justamente essa capacidade de permanecer atual que ajuda a explicar um movimento que ganha força no luxo náutico: a releitura de códigos estéticos das décadas de 1950 e 1960.

Em meio à velocidade das transformações tecnológicas e à presença crescente de sistemas digitais a bordo, designers voltam ao passado em busca de referências associadas à elegância, ao trabalho artesanal e a uma relação mais contemplativa com o mar. A proposta não é reproduzir embarcações antigas, mas recuperar elementos capazes de despertar familiaridade e atravessar gerações.

“O design contribui diretamente para a percepção de valor de uma embarcação. Modelos com identidade reconhecível, distribuição funcional e soluções que permanecem atuais tendem a despertar maior interesse ao longo do tempo. Na revenda, esse atributo se soma à reputação da marca, ao estado de conservação, ao histórico de manutenção, à motorização e à oferta existente no mercado”, afirma Roy Capasso, diretor comercial da Azimut Yachts Brasil.

Madeiras de tonalidades quentes, metais de acabamento discreto, mobiliário artesanal, formas curvas, tecidos naturais e composições menos ‘carregadas’ reaparecem combinados a grandes superfícies de vidro, fibra de carbono, sistemas digitais e novas soluções de integração com a água. O resultado são embarcações que preservam a atmosfera e o refinamento dos clássicos, mas respondem às expectativas contemporâneas de conforto, eficiência, desempenho e funcionalidade.
Entre o passado e o futuro
Na operação brasileira da Azimut Yachts, a combinação entre referências atemporais e inovação já aparece nas embarcações produzidas no país e ganhará nova dimensão com a Azimut Grande 30 Metri, maior iate da marca fabricado no Brasil. Com linhas externas assinadas por Alberto Mancini e interiores do estúdio milanês m2atelier, o megaiate aposta em luz natural, formas orgânicas, materiais nobres e ambientes sofisticados, porém informais e acolhedores.

O projeto recupera valores associados aos clássicos, como equilíbrio das proporções, trabalho artesanal e uma experiência mais contemplativa a bordo. Esses elementos se unem a tecnologias construtivas, automação e soluções como o Infinity Skydeck, terraço superior voltado à convivência, e o sistema Deck2Deck™ Terrace, que amplia a integração entre a popa e o mar. A proposta acompanha uma mudança no consumo de luxo, com projetos menos formais e mais voltados ao bem-estar, à privacidade e à convivência.

Sobre a Azimut Yachts
Azimut Yachts é uma marca do Grupo Azimut|Benetti, líder mundial na fabricação de iates de luxo, com matriz na Itália. Com suas coleções Verve, Atlantis, Magellano, Flybridge, S, Seadeck e Grande, oferece a maior variedade de iates do mercado, atendendo a diferentes perfis de navegação. Presente em 80 países por meio de uma rede de 138 centros de vendas e assistência, conta com uma fábrica no Brasil desde 2010, que produz embarcações de 51 a 100 pés.

