Agosto, 2026 – O novo iate do jogador Neymar, batizado de Enejota em referência às iniciais do jogador, ganhou destaque pelo tamanho e pela estrutura comparável à de uma mansão sobre as águas. Com cerca de 800 m² de área útil, seis suítes e heliponto, a embarcação avaliada em aproximadamente R$ 120 milhões está entre os maiores iates de lazer do Brasil.

O que poucos sabem é que o barco tem uma origem em comum com o JAQ H1, projeto idealizado pelo Grupo Náutica e considerado uma das embarcações pioneiras do país no uso do hidrogênio como fonte de energia.

As duas embarcações foram originalmente construídas pelo estaleiro Arpoador, no Guarujá (SP), para atender a operações marítimas e, posteriormente, passaram por retrofit na INACE, em Fortaleza (CE). As reformas, no entanto, tiveram propósitos distintos.

O barco adquirido por Neymar foi transformado em um iate de alto luxo, com novos ambientes, sistemas de navegação e estrutura para viagens de longa distância.

O JAQ H1, por sua vez, foi adaptado para atuar como plataforma de pesquisa e demonstração de tecnologias voltadas à descarbonização do setor marítimo, com um sistema híbrido projetado para reduzir em até 80% as emissões de gás carbônico durante a navegação.

Com 36 metros de comprimento, o JAQ H1 foi preparado para utilizar hidrogênio na geração da energia necessária à hotelaria a bordo, que inclui iluminação, climatização, cozinha, auditório, geladeiras e outros equipamentos.

Apresentado durante a COP30, o projeto realizou recentemente, em Santa Catarina, seu primeiro abastecimento com hidrogênio e uma série de testes técnicos e de segurança.

“A indústria náutica brasileira tem capacidade e grandiosidade para construir embarcações de lazer destinadas ao mercado de luxo, tanto no Brasil quanto no exterior, e também para desenvolver projetos voltados à pesquisa, à inovação e à sustentabilidade, como o JAQ H1. Essas duas embarcações mostram como a engenharia naval nacional pode atender a propostas completamente distintas. São projetos com finalidades diferentes, mas que evidenciam a competência técnica e a versatilidade da indústria brasileira”, afirma Ernani Paciornik, idealizador do Projeto JAQ Hidrogênio Verde e presidente do Grupo Náutica.

A próxima etapa do projeto será o JAQ H2, embarcação de 50 metros que já está sendo construída pelo mesmo estaleiro, em Guarujá (SP). Projetado para ser o primeiro barco do mundo a produzir o próprio hidrogênio a bordo, o JAQ H2 captará água do mar, fará a dessalinização e encaminhará a água purificada para um eletrolisador, equipamento responsável por separar as moléculas em hidrogênio e oxigênio.

O hidrogênio produzido será armazenado e utilizado em uma célula a combustível para gerar eletricidade, destinada aos motores elétricos e aos demais sistemas da embarcação.
Sobre o Grupo Náutica
Com mais de 40 anos de atuação, o Grupo Náutica é referência em inovação, infraestrutura, sustentabilidade, eventos e comunicação no setor náutico brasileiro.
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